O OUVIR DIZER

Mesmo com a superabundância de jornais e livros, para a maioria das pessoas, as informações, teorias científicas, doutrinas religiosas, teses filosóficas e piadas em geral chegam mesmo é por meio do boca-a-boca (do boato). A fofoca é o grande meio, a mídia por excelência. Quase tudo o que todo mundo sabe, ficou sabendo de ouvir dizer. Fofoca é epidemia de altíssima facilidade de disseminação. Em pouco tempo, todo mundo está doente da mesma informação, padecendo da mesma opinião, sofrendo das mesmas conclusões. Mas ler mesmo, ninguém leu. E quem leu, geralmente, tem variações do mesmo vírus, mesmo sendo, o dele, um vírus um pouco diferente daquele vírus do boato. Isto é, leu, mas não viveu, apenas acreditou sem aprofundar ou sem expor a tese à realidade. Gutenberg foi quem abriu essa caixa de pandora. Um simples cartaz pregado em um poste pode ter efeito mais letal que o HIV (quase escrevo “um simples cartaz pregado em um post”). O povo lê o cartaz no poste e sai por aí repetindo o que leu como se fosse algo que o próprio Deus falou, como se Deus fosse perder tempo pregando cartaz em poste.

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2 Respostas para “O OUVIR DIZER

  1. E o LULA elegendo uma mulher pregada num Post(e)!
    WOW, obrigado por compartilhar, my dear friend.
    O boca-a-boca pode ser positivo.
    Amitiés,
    BETOQ in USA.

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