A MENOR GRANDEZA (POESIA FOTOGRÁFICA I)

 

O retrato do que não se vê
É o que se vê por meio das lentes
Instantes eternos, eternas sementes
Grandezas pequenas, eternos presentes

Que o olho não vê
Mas a alma pressente
Como se admitisse
O óbvio ali ausente
Como se admirasse
O invisível presente

Pois a beleza se vê
Com o olho e a mente
Com mãos e coração
A foto é clarividente
E plena de intuição
Dá-nos o inexistente

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