ALMA

Em minh’alma está chovendo
Em minh’alma há uma coceira
Que teima, que arde e queima
Que dói feito pedra no rim
E eu tive uma crise de riso
Quando vi que é mesmo assim.

A minh’alma está aberta
Com as portas escancaradas
Por onde entram risadas,
E esperas resignadas.
Por onde saem sons ao estilo
De uma sinfonia de grilos

E em minh’alma, vendo aquilo,
Fiquei demais intranquilo
Ressentido, invadindo o recinto!
Eu planejei um seqüestro.
Sequestraria o maestro.

Tomei-lhe da mão direita a batuta
Mas não houve muita luta,
O maestro era ambidestro
E era um grilo gigantesco
Com um jeitão carnavalesco
Que continuava regendo
Tranquilo, me ignorandoi

Depois da canção tocada
Chamou-me para uma conversa
E notei naquele ser grotesco
Uns traços de parentesco
Era um grilo simiesco
Que era a cara de mim mesmo
Aquele grilo era eu.
O zumbido em minha cabeça
Era orquestrado por mim

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2 Respostas para “ALMA

  1. Sabe o que me chateia? Não ter críticas a fazer, só elogios. Fico parecendo puxa-saco, né? Não pense que eu não o leio, mas acabo ficando sem graça de tanto admirar você e contar pra todo mundo!
    Você é um grilo barulhento,
    mas cheio de talento!
    XXXXXX
    JPS

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