O AMOR É CEGO

O amor é cego
Usa bengala e cachorro
Pede esmola nas esquinas
O amor passa o chapéu
O amor toca sanfona

O amor é cego
Não enxerga de nascença
Não dirige, lê em braile
Usa óculos escuros
Seus olhos são para o choro

O amor é cego
Não liga pra escuridão
Não se importa com a luz
Tem senso de direção
É ele quem me conduz

O amor é cego
Precisa de companhia
Também de sinais sonoros
E de pisos indicadores
Mas é ele quem me guia

O amor é cego
O amor esbarra nos móveis
Se os tiram do lugar
O amor diz o que pensa
Pois fala sem olhar nos olhos

O amor é cego
E me pega pela mão
Guia-me por onde eu enxergo
Como se eu fosse o cego
O amor vê na escuridão

O amor é cego
Conhece às apalpadelas
Vê com as mãos e não esquece
Rico de imaginação
O amor não nos merece.

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3 Respostas para “O AMOR É CEGO

  1. Que bonito, César. 🙂

  2. Que texto lindo, Cesar!!

  3. Amores platônicos dissolvem comprimidos antidistônicos.
    Se o amor é belo deve estar é com defeito.
    Celina.

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